No Brasil há mais cartões de marca própria que os de crédito

No Brasil há mais cartões de marca própria que os de crédito

Segundo a Pro Teste, deve-se ter atenção à tarifa de manutenção, taxas de juros para parcelamento e pelo atraso da fatura

SÃO PAULO – Há, no País, mais cartões de marca própria, os private labels, do que plásticos de crédito. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que, em maio, eram 117 milhões de unidades contra 84 milhões, respectivamente.

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) pede cuidado no uso desse meio de pagamento próprio das redes, supermercados e lojas de departamento. Conforme pesquisa realizada com mais de 20 desses produtos, a entidade constatou que se deve dar atenção aos custos: tarifa de manutenção, taxas de juros para parcelamento e também pelo atraso da fatura.

Manutenção e juros

Para supermercados, a manutenção custa, mensalmente, de zero a R$ 3,50, dependendo da rede contratada. O juro do parcelamento vai de zero a 7,80% ao mês, ao passo que a alíquota pelo não pagamento chega a superar a do cartão de crédito (máxima de 14% mensais): de 9% mensais a 17,99% a.m.

Em lojas de departamentos, apenas para ter o plástico a pessoa paga de zero a R$ 1,95 ao mês, também variando de acordo com a loja. No caso de optar pelo financiamento da compra, a taxa de juro mensal varia de 4,5% a 5,55%.

É importante lembrar que muitas oferecem a modalidade de parcelar em até cinco vezes sem custo, com a alíquota sendo empregada a partir da escolha de seis parcelas. O não-pagamento, nesse caso, faz com que o débito aumente de 9,9% a 10% ao mês.

Cuidados

A entidade de defesa do consumidor dá, então, as seguintes orientações, para quem for adquirir ou já tiver um plástico de marca própria:

  • Na hora de contratar: questione se a anuidade é realmente gratuita e informe-se sobre todas as taxas e encargos financeiros.
  • Para usar: veja se o parcelamento vale a pena. O preço dos juros ou da manutenção do plástico compensam o valor final do produto oferecido naquela loja ou seria possível pagar menos em outros estabelecimentos?
  • Para pagar: evite redes que cobram taxa de manutenção e pelo boleto bancário e prefira o parcelamento sem juros, em menos vezes.

Fonte: InfoMoney

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